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BIOGRAFIA

Na música eu tiro o meu lazer e o meu ganha pão. Toda vez que eu toco o meu trombone, eu sinto uma energia um amor.

As influências musicais do trombonista vêm de Glenn Miller, François de Lima, Raul de Souza e Vitor Santos, que  admira muito.

NETO SANTOS

 

 

• Como a música surgiu na sua vida?

A música surgiu na minha vida antes mesmo de eu ter nascido.  Meu bisavô Lázaro, pai da minha avó Maria, ele era multiinstrumentista.  Minha mãe também sempre gostou de música e ela conta que quando eu tinha poucos meses de gestação, ela botava aqueles fones de ouvido grandes, em forma de conchas, na barriga dela e eu me mexia muito ouvindo clássicos de Beethoven, Richard Wagner e outros. Depois, quanto eu tinha mais ou menos uns 05 anos, a idade do meu filho mais velho, eu me lembro de minha mãe me levar no Bosque da Saúde que tinha a apresentação da orquestra Veritas. E eu me lembro nitidamente de ver os trombones e fica encantado como trombone de vara e fica imaginando como aquilo podia fazer som, apenas soprando e mexendo o braco. Eu fiquei doido vendo aquilo. E ela sempre me levava para ver a apresentação daquela orquestra em várias praças da cidade. Um pouco mais tarde, quando eu tinha 09 nove anos, minha  mãe precisava trabalhar e nao tinha com quem me deixar. Daí surgiu num jornal o anúncio de que a banda do Liceu Noroeste estava com vagas abertas para novos integrantes, e não precisa ter instrumento, nem conhecimento, e era de graça. Então, eu comecei no trompete, mas nao gostei, nao era o que eu queria. Minha mãe conversou com o regente da banda e dai ele me colocou no trombone. Aí eu toquei o trombone de pisto, que e o trombone de valvulas, dos 09 aos 12 anos de idade, e depois aos 13 anos, eu toquei na Banda Sinfônica municipal de Bauru onde fiquei até meus 17 anos de idade. Mas aos 14 anos de idade eu comecei a ir para o Conservatório de Tatui, estudei um tempo, e tive a oportunidade de começar minha carreira profissional como músico. Entre 14 e 15 anos, eu toquei numa banda de baile aqui da cidade., através de um convite do Lelinho, trombonista da orquestra Veritas. A orquestra chamava Big Band. E desde então eu venho só trabalhando com música. Eu nunca levei a música como um hobby, pois além de ela ser minha profissão, eu a levo com muito amor e dedicação. Eu estudo diariamente, no minimo 04 horas por dia. Eu dou aulas de trombone, de percepção, harmonia e teoria musical numa escola chamada Espaço Arte4.

 

 

• Quais as suas principais referências e influências musicais?

Tudo começou com Beethoven, eu ouvia muito ele e também algumas coisas de Wagner. Até um dia que eu ganhei o primeiro CD de música da minha vida, que foi muito especial, que eu ganhei da minha avó Maria, o CD de Glenn Miller. Ele foi o capitão da Big Band da Aeronáutica Americana,e ele tocava no meio da Segunda Guerra Mundial.  Ele foi uma das grandes inspirações da minha vida, ele era um trombonista e líder e compositor dessa banda, que teve um final triste, pois todos desapareceram depois de uma acidente com o avião deles, no Triângulo das Bermudas.  Entao ele uma das referências na minha vida, pois só tem composições lindas. Outras referências musicais minhas sao Adalberto Alves da Costa, que é um grande trombonista e maestro da banda do Liceu. E um cara que eu admiro o trabalho dele e ele serve como um espelho pra mim, pois é um excelente profissional, professor  e músico, E tem os que eu curto que e o trombonista do Djavan, que e François de Lima, e tem também o  Raul de Souza e Vitor Santos, que sao trombonistas que eu admiro muito e sao minha referência musical.

 

 

 

• Com quais bandas e eventos já se apresentou?

Eu comecei a me apresentar com a Banda Marcial do Liceu Noroeste, quando em 2003, eu tive a honra de participar do comercial do refrigerante Fanta, que foi divulgado nos Estados unidos. Eu tenho na internet o vídeo em que a Naomi Campbell participa. Esse comercial foi gravado no Pacaembu em Sao Paulo.  Foi uma das maiores experiências que eu tive, até por eu ser iniciante na época. Foi uma oportunidade fantástica! Depois, eu entrei na banda Clarence Full Dead, uma banda skacore, que tocava nos lugares undergrounds , e ja dividimos o palco com outras bandas que eram bem conhecidas na região, como a Banda Radio, Stereo Terapia.. Então, com a Clarence a gente fez uns trampos muito bacanas.  Depois eu entrei na banda Canaã,  que era uma Big Band de Baile, com quem eu toquei em grandes clubes do Estado de Sao Paulo e do país. Depois veio o Trio Mais, que eu toquei nos bares under rock.  Um dos maiores trabalhos que eu fiz foi com a banda Samanah, que ganhou um dos concursos dos maiores festivais de banda do Brasil, o João Rock, e com a banda Samanah eu também fiz 07 meses do circuito Sesc tocando em Bertioga. Foi bem bacana. Atualmente, eu tenho desenvolvido meus trabalhos solo, e fiz uma parceria com uma músico amigo, o Adauto Filho, para apresentar o projeto Violonbone, que une o trombone ao violão, e que tem dado muito certo. E um projeto bem bacana em que a gente toca MPB e pop rock de um jeito mais gostoso de se ouvir. O repertório inclui Cassia Eller, Ana Carolina, Djavan… So coisa boa! E também tenho tocado com o Adauto numa banda chamada Rational Culture, que faz tributo ao Tim Maia. Uma banda excelente que reune os melhores musicos de Bauru, como Henrique Oliveira, Joao Ricardo no baixo, Paulo Santino no trompete, o Caio Santos no piano e o Geison na Guitarra e  o Adauto no vocal. Estamos entrando no circuito Sesc e a banda está sendo bem comentada e reconhecida pelo próprio Léo Maia, filho do Tim Maia, como banda referência de tributo do Tim Maia. Graças a  Deus, a ele eu devo tudo, tenho feito trabalhos muitos legais.  

 

• Como surgiu o projeto Violonbone e qual a principal proposta?

 

Eu e meu amigo Adauto Filho começamos a tocar juntos por acaso. Na Rational Culture tinha um trombonista que estava para sair da banda, e ele e o Adauto me indicaram. Daí eu e o Adauto começamos a criar um vínculo maior e teve um dia que eu mandei uma mensagem pra ele, dizendo que eu gostaria de fazer um projeto trombone, violão e voz. Era um sonho meu, mas eu ainda nao tinha achado um cara que queria agarrar esse trabalho e levar a serio o projeto. Eu lembro que o nosso primeiro show foi no dia do meu aniversário, dia 04 de maio de 2016. Ele me chamou pra gente tocar no Bar da Rosa.  Foi aí que nasceu o Violonbone, que ta sendo um sucesso e graças a Deus toda semana temos trabalho.  O Adauto é um cara que tem muito talento e força de vontade.  A gente fez uns arranjos legais, temos uma afinidade enorme, sem dizer a amizade que se formou. Eu não posso deixar de falar que o nome Violonbone foi criado por um fã nosso, o Murilo. A gente hoje tem um publico fiel, que onde a gente vai, ele está. Graças a Deus, ta dando tudo certo. Para 2017 queremos ir para o Chile fazer umas apresentações por lá. O objetivo e seguir em frente, nunca parar!

 

 

• Qual a base do repertório do Violonbone hoje? Quais cantores e intérpretes que não podem faltar numa apresentação?

Nosso repertório costuma agradar a todos que gostam de boa musica. Tocamos Djavan, Cássia Eller, Ana Carolina… Mais pra frente, pretendemos fazer um tributo a Alceu Valença. Mas ainda estamos conversando e definindo melhor esse assunto.
 

• O que mais tem ouvido ultimamente (cantores/bandas nacionais e internacionais)?

Hoje em dia eu tenho ouvido bastante jazz, como  John Coltrane, Milles Davis… Tenho ouvido também Chico Buarque, Dorival Caymmi, Alceu Valença. Sao os tesouros da velha guarda. A gente tem que aprender com as coisas antigas, com as heranças musicais que nos deixaram.
 

• Como você enxerga o cenário musical de Bauru e região?  

Eu acho que em Bauru não falta servico para os musicos, tem espaco para todo mundo.  Tem o pessoal de barzinho que faz violao e voz, tem as bandas… E só todo mundo se unir, trabalhar em espírito de união, que tem trabalho para todos. Da para viver de musica. Eu cheguei a fazer trabalhos em Sao Paulo, mas vejo que aqui a qualidade de vida para você trabalhar com música, aqui em Bauru, de forma independente, e muito melhor.  Aqui tem aberto muitas casas de shows, novos bares… Uns cinco anos atrás, a situação era mais difícil, não tinha muito espaço e um tentava puxar o tapete do outro. Agora, mas tá mais sossegado, cada um tá seguindo a sua musicalidade e todo mundo tem seu espaco.
 

• A música para você é um hobby ou meio de vida? Qual o significado dela no seu dia?

Muitas pessoas  me perguntam qual o seu trabalho e eu respondo; sou músico. Eu sou professor de música, eu trabalho na noite, me considero um músico profissional. Nunca levei a musica como hobby. Na música eu tiro o meu lazer e o meu ganha pão. Toda vez que eu toco o meu trombone, eu sinto uma energia um amor. Além disso, eu sobrevivo da música. Se eu não tocar, eu passo fome, eu não sustento a minha família, não pago minha casa, nem meu carro. A música sempre foi o meu carro-forte. Eu estou casado há pouco tempo, tenho dois filhos, minha esposa e violoncelista profissional, ela também dá aula de música. Minha família é musical e sustentamos nossa casa com o dinheiro que vem da música.
 

• Como projeta sua carreira pensando no futuro?

Eu penso que cada dia já é o futuro. A gente vive o presente, mas eu estudo hoje para que amanhã eu possa estar melhor do que hoje. Hoje eu faço mais amigos, mais contatos profissionais, para que no futuro eu possa ser um músico internacional. No momento, estou focado no projeto Violonbone, que é o que vai abrir as portas e levar nossa música para outros lugares. Em 2017, eu espero estar mais realizado profissionalmente aqui na minha cidade e região, e tentar iniciar uma carreira internacional.

 

• Tem sonho em tocar em algum lugar ou com alguém em especial?
Meu grande sonho e levar nossa música para fora do Brasil. Meu maior sonho é ser um dos maiores músicos do planeta. E não é só para eu me sentir realizado, pois o musico nunca estuda só pra ele, tudo o que ele faz e para os outros, e para as pessoas ouvirem. Eu mesmo quando vou curtir o som de algum músico, eu quero ouvir um bom som, um cara que toca ou canta legal. Isso faz bem para alma e para o corpo. Eu estudo muito para eu poder daqui uns 20, 30 anos, eu ser muito bem reconhecido na minha área. O meu sonho é ser um músico internacional, não só ser reconhecido no Brasil, mas no mundo inteiro. Eu estudo diariamente para isso, para que tudo de certo, se  Deus quiser! Tudo que tenho eu devo a  Deus, a minha família, minha mãe, minha tia Eliane, minha avó Maria que deu os meus primeiros instrumentos musicais, um violão e um cavaquinho… Me lembro que quando pequeno já tirava um som no violao de plastico e minha avó percebeu que eu tinha esse dom e me deu um violão de verdade e um cavaquinho. Hoje eu conto essa história para os meus filhos e isso me serviu de um grande incentivo. Se não fosse isso, acho que nem seria músico hoje. Agradeco!

 

 

Data e local de nascimento: 04 de maio de 1991, em Bauru/SP

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